O município de Feliz está situado no Vale do Caí, encosta inferior do Nordeste, no limiar da Serra Gaúcha.
Com 11.679 habitantes (estimativa IBGE/2006), Feliz preserva as características interioranas e mantém a tradição dos alemães que colonizaram a cidade. Ainda hoje, a população mantém vivas as raízes culturais dos antepassados, imprimindo no seu dia-a-dia os traços germânicos dos imigrantes. Esse legado pode ser percebido nas fachadas das construções, em jardins de muitas residências e também em diálogos realizados no dialeto alemão.
A valorização da cultura, da educação e o zelo pelo trabalho são algumas das características marcantes do povo felizense. Mas, as festas também fazem parte do dia-a-dia da população, quer seja por motivos religiosos, como os Kerbs, ou para relembrar a tradição dos antepassados, como o Festival do Chopp, ou ainda para celebrar a produção agrícola, o que acontece com a Festa Nacional das Amoras, Morangos e Chantilly – Fenamor.
O município de Feliz é o maior produtor de morangos do Estado e um dos pioneiros no cultivo de amor-preta. Em 2006, 200 famílias cultivam 50 hectares de morango, alcançando uma produção de cerca de 1.800 toneladas/ano. A produção de amora-preta gira em torno de 48 toneladas, em uma área de 8 hectares, envolvendo 24 famílias. Além dessas duas culturas, também tem significativa importância a produção de figo e goiaba.
Criação do Município de Feliz
Em 22 de dezembro de 1888, a então Picada Feliz, foi elevada à condição de Vila, passando então a chamar-se “Vila Feliz”.
Em 17 de fevereiro de 1959, através da Lei Estadual 3.726/1959, foi decretada a Emancipação Política do município, que passou a chamar-se “Feliz”. Em 31 de maio do mesmo ano, foi realizada a Instalação do Município. Em 1º de junho, assumiu o primeiro prefeito de Feliz, Kurt Wlater Graebin, que teve como vice-prefeito Adalberto Weissheimer. Em 25 de julho daquele ano foi aprovada a Lei Orgânica do Município de Feliz.
A emancipação foi associada às reivindicações dos munícipes, realizada através de um Plebiscito.
Antes da emancipação, o município pertencia a São Sebastião do Caí.
Origem do nome de Feliz
Há mais de uma versão para explicar a origem do nome do município de Feliz. No entanto, a mais aceita está relacionada a um acontecimento histórico, como consta no “Kozeritz Kalender”, de 1962:
“Em 1850, uma comitiva sob o comando do engenheiro Afonso Mabilde foi incumbida de abrir um caminho através da mata dos pinhais e o Campo dos Bugres (Caxias do Sul) aos campos de criação de gado de Vacaria. Este grupo atravessou com uma canoa o rio das Antas, usando uma embarcação como elo de ligação com os já ocupados campos de Vacaria, donde obtinham os mantimentos necessários. Uma enchente, no entanto, teria arrastado a canoa e o grupo de homens se viu obrigado a retornar ao sul. Depois de ficarem muitos dias errantes pelo mato, sofrendo toda sorte de privações e perigos, finalmente teriam encontrado a casa de um colono e saudado este encontro com a exclamação: Oh Feliz! Em lembrança deste fato, a nova picada recebeu o nome de Feliz.”
Berço de Qualidade de Vida
Em 1998, Feliz destacou-se como a primeira colocada no ranking dos municípios brasileiros com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Naquele ano, Feliz ficou conhecida nacionalmente como a “Cidade de Melhor Qualidade de Vida do Brasil”. Foi a primeira vez que o Brasil integrou o grupo dos países com alto IDH, ocupando o 62º lugar no ranking mundial.
Ainda hoje, Feliz mantém a qualidade de vida de sua gente e registra altos índices de educação, saúde e desenvolvimento. Exemplos disso são as novas equipes do Programa de Saúde da Família, implantadas em 2005, que passaram a cobrir 100% da população. Em 2006, Feliz recebeu o título de “Município Alfabetizado”, por ter um índice mínimo de analfabetismo. Esses são apenas alguns aspectos que destacam Feliz como uma ótima cidade para se viver.
Aspectos sócio-econômicos
Conforme o IBGE, 70% da população são residentes em área urbana e os outros 30% moram na zona rural. Os descendentes de alemães totalizam 70% da população, enquanto 15% são de origem italiana e 15% descendem de outras etnias.
Na economia, destaca-se a indústria, com empresas do setor metal-mecânico, calçadista e moveleiro. As atividades do setor primário, principalmente com o cultivo de hortigranjeiros, com a avicultura e a suinocultura, também têm grande representatividade na economia municipal. Morango, figo, goiaba e amora-preta, entre outras olerícolas, são os principais produtos agrícolas.
O setor de comércio e os serviços completam a economia local e são referência para vários municípios vizinhos.
A produção local é assim constituída:
37,49% - Indústria Metal-mecânica, Calçadista, Cerâmica e Moveleira
26,15% - Agricultura (hortifrutigranjeiros)
20,52% - Comércio
15,84% - Serviços
Pela localização geográfica privilegiada, pelos altos índices de saúde e educação das pessoas, entre outros aspectos, Feliz dispõe de plenas condições para proporcionar qualidade de vida a seus moradores e o êxito dos empreendimentos instalados em seu território.
Abaixo, outros aspectos que destacam o potencial de Feliz:
Localização geográfica privilegiada: Feliz está situada entre os dois principais pólos econômicos do Estado: a região metropolitana (80 km de Porto Alegre) e a região serrana do Estado (45 km de Caxias do Sul); possui fácil acesso e ligação com as principais rodovias estaduais e federais, como RS 122, RS 240, BR 116;
Fundo Municipal de Desenvolvimento (FMD): possibilita o retorno de até 75% do investimento realizado, considerando aspectos como investimentos em instalação e estruturação, geração de empregos diretos e indiretos, geração de tributos, melhoria da qualidade do meio ambiente, contribuição para o aperfeiçoamento tecnológico e efeitos multiplicadores na economia local. O FMD pode ser utilizado conjuntamente com incentivos do Governo do Estado. Cite-se a empresa Hidrojet Equipamentos Hidráulicos Ltda. como um dos casos exitosos concretizados através dos recursos do FMD. Há que se destacar que a empresa Hidrojet Equipamentos Hidráulicos Ltda. tem nível internacional de qualidade, uma vez que a maior parte de sua produção é destinada à exportação;
Existência de mão-de-obra qualificada: O profissional felizense é conhecido e destacado pela qualidade do trabalho que realiza. É grande a procura de profissionais locais por parte de empresas de grande porte da região. Entre as empresas de outras cidades que contratam mão-de-obra felizense destacam-se Marcopolo, Pettenati e Randon, entre outras.